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REFÚGIO
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O Refúgio é um pequeno lugar, airoso, situado na Cova da Beira a sul da Covilhã.

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Aqui residiu, na sua quinta, Joaquim António Clemente Maciel, que serviu o Rei D. João VI e seu filho o Rei D. Pedro IV como militar com a patente de Major. Tendo passado à reserva, continuou como comandante das milícias fiéis a D. Pedro IV.

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Algum tempo após ter mandado construir a Capela de Nossa Senhora do Refúgio D. Miguel subiu ao trono e ficou como Rei até sua sobrinha atingir a maioridade (futura Rainha D. Maria II) e, como rei absolutista, persegue politicamente todos aqueles que defendiam a causa liberal.

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Joaquim Maciel foi preso no ano de 1829, tendo sido encarcerado na torre de São Julião da Barra, e mais tarde, transferido para as prisões do Porto.

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José Mendes da Veiga e sua esposa, Maria Cândida Tavares Veiga, proprietários de muitas terras, compraram, aos herdeiros de Joaquim Maciel, a quinta onde se encontrava a Capela de Nossa Senhora do Refúgio.

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Foram estes proprietários que, na sua época, desenvolveram aquela zona. No local, onde se situava a casa da quinta de Maciel, foi construído o palacete. Ampliaram a Capela de Nossa Senhora do Refúgio. Construíram três fábricas de lanifícios, localizando-se uma na Estrada Real que passou, mais tarde, a Nacional 18, a outra em frente à Capela de Nossa Senhora do Refúgio e a terceira, na Ribeira de Água Alta. Construíram, ainda, casas para os seus operários e empregados, um forno comunitário, um moinho, um lagar e em frente do seu palacete, uma fonte para abastecer de água as populações.

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Possuidor de inestimáveis dotes de honradez e inexcedíveis qualidades de trabalho, José Mendes da Veiga que muito novo se ligou à indústria dos lanifícios, depressa conquistou, pelo seu mérito, um elevado nível na carreira social.

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Por morte de seu pai Manuel Mendes Viegas, tinha ficado sua mãe, Rosa Jacinta Carvalho Viegas, a gerir toda a sua grande fortuna, até que José Mendes Veiga atingisse a maioridade e foi, nessa altura, que com o seu irmão, Manuel Mendes Veiga (com o mesmo nome do pai), tomou conta dos destinos das suas propriedades.

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José Mendes da Veiga foi um dos principais industriais da Covilhã, dotado de muitos privilégios, que o Reino lhe consagrava com relevado merecimento, pois possuía, para além das fábricas, escolas de aprendizagem de cardação e fiação nos lugares de Vale de Lobo, Santo Estevão, Castelejo, procedendo, deste modo à formação de técnicos que muito viriam a contribuir para o desenvolvimento industrial.

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O seu nome está ligado a todos os melhoramentos desenvolvidos na indústria daquela época, pondo deste modo a Covilhã na vanguarda de todos os centros de lanifícios do país.

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O valor deste seu trabalho foi reconhecido por Sua Majestade, o Rei D. Luís I, cujo governo, por decreto de 28 de Março de 1864, o condecorou com o grau de Comendador da Ordem de Cristo.

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Por sua morte, ocorrida no Refúgio em 26 de Fevereiro de 1872, todas as suas fábricas e propriedades foram doadas em testamento ao seu afilhado e sócio Marcelino José Ventura.

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Marcelino José Ventura, nasceu na Covilhã no ano de 1820, onde fez a instrução primária. Foi trabalhar, ainda jovem, para a fábrica de seu padrinho. Após alguns anos, devido ao seu saber, humildade, diligência, pontualidade, apto em qualquer serviço e ainda devido ao facto de ser cuidadoso, interessado e muito dedicado, foi nomeado administrador de todas as firmas e propriedades pelo Comendador José Mendes Veiga que se apercebeu das suas qualidades.

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Após perceber esta herança, Marcelino José Ventura, granjeou em alto prestígio e tornou-se o maior industrial e comerciante da região. Foi Procurador-Geral do Distrito de Castelo Branco, eleito pela Cidade da Covilhã e Presidente da Assembleia Geral do Banco da Covilhã. Para além destes títulos, exerceu muitos cargos e funções revelantes para a Cidade da Covilhã. Foi contrariado que recebeu o título de Comendador, que rejeitou várias vezes, devido à sua modéstia.

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O título de Comendador foi-lhe concedido pelo seu velho amigo e condiscípulo, Conselheiro António Maria Couto Monteiro que, naquela época, era Ministro e secretário de Estado dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça.

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Aquando da visita à Covilhã do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia de Orleães, por ocasião da inauguração do Caminho de Ferro da Beira Baixa, que se efectuou em 6 de Setembro de 1891, o Comendador Marcelino Ventura encontrava-se gravemente doente, pelo que não pode receber os monarcas no seu palacete do Refúgio, onde estiveram hospedados. Assim, encarregou o seu amigo e companheiro Cândido Augusto de Albuquerque Calheiros de fazer as honras da casa, tendo suas Majestades sido recebidos e tratados com toda a pompa.

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Onze dias depois, ocorre a morte do Comendador Marcelino Ventura, no Refúgio, no dia 17 de Setembro de 1891, tendo legado à Santa Casa da Misericórdia da Covilhã 1.000 escudos. Deixando ao seu amigo e companheiro, Cândido Augusto de Albuquerque Calheiros, toda a sua importante fortuna.

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Cândido Augusto Albuquerque Calheiros nasceu em Valezim (Concelho de Seia), em 5 de Abril de 1840. Era filho de José Maria de Albuquerque Calheiros e de Margarida Henriques.

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Veio muito novo trabalhar para a Covilhã, para as fábricas Mendes Veiga e, aqui foi um homem dinâmico e empreendedor dando mostras da sua capacidade no meio industrial. Foi aqui que o Comendador Marcelino Ventura lhe deu a categoria de administrador e passado pouco tempo lhe deu sociedade.

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Casou em Lisboa, em 15 de Agosto de 1873, com sua prima Ana Cândida de Quental da Câmara Esmeraldo Freira Calheiros.

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No seu regresso à Covilhã começou, de imediato, a desenvolver não só as fábricas Veiga, como a criação da nova fábrica no Ourondinho, perto de Unhais da Serra. A confirmar estão a alta chaminé e as paredes, em completa ruína.

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No meio financeiro foi, também, figura de relevo, pelo cargo de Director do Banco da Covilhã, que desempenhou durante mais de 20 anos.

Ao seu dinamismo deve-se, ainda, a criação das termas de Unhais da Serra, que tiveram o seu auge em finais do século XIX. Construiu o edifício das termas, o grande hotel, casino, e outros edifícios que tornaram Unhais da Serra, além de estância termal de renome pela riqueza das suas águas, uma privilegiada zona de vilegiatura.

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Foi um dos principais beneméritos da construção do Monumento de Nossa Senhora da Conceição (em Santo António), suportando a maioria das despesas.

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Também desempenhou um cargo como Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, nos anos de 1902 e 1903, tendo dado, nessa época, um desenvolvimento notório à cidade.

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Augusto Albuquerque Calheiros veio a falecer em 11 de Outubro de 1904, no seu palacete no Refúgio.

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Deixou toda a sua fortuna a seu filho primogénito, José Mendes Veiga Albuquerque Calheiros (2º Conde da Covilhã).

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O 2º Conde da Covilhã, José Mendes Veiga Albuquerque Calheiros nasceu no Refúgio, a 6 de Setembro de 1873, era filho do 1º Conde da Covilhã, Cândido Augusto Albuquerque Calheiros e da Condessa D. Cândida de Quental da Câmara Carvalhal Esmeraldo Freire Calheiros. Veio a casar com D. Alice Emília Cândida Costa Fróis (2ª Condessa da Covilhã).

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Foi uma figura de muito destaque na sua época, tendo desempenhado vários cargos públicos tendo sido, ainda, industrial de lanifícios.

Deu grande apoio às festas de Nossa Senhora do Refúgio e à de Santo Antão.

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Veio a falecer no seu palacete no Refúgio, do dia 27 de Abril de 1931, deixando a maioria da sua fortuna à sua filha D. Alice Froes Quental Calheiros, que nasceu no palacete do Refúgio, no dia 28 de Julho de 1900, tendo vindo a casar-se com o Engº António Serrão Burguete.

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Foi uma excelsa senhora que levou a sua vida, sempre a praticar o bem, expressando sentimentos, de bondade e de carinho pelas gentes pobres do Refúgio, pela grandeza e generosidade da sua alma e que tudo fazia com simplicidade e amor.

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A quinta Jardim do Palacete e a capela, herdados dos seus falecidos pais, foram por ela muito bem cuidados, preservando para a posteridade estas obras de grande valor.

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Deste casamento nasceram doze filhos; Daniel; Maria de Lurdes; Maria Alice; Maria Emília; António; Maria Helena; Luís; José; Nuno-de-Santa-Maria; Pedro: Maria Teresa e Maria do Rosário Froes Calheiros Burguete.

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Veio a falecer em Lisboa devido a uma queda a 10 de Outubro de 1955.

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Deixou a capela privativa da família Calheiros Burguete inteiramente franqueada ao serviço religioso da comunidade refugiense.

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Merece-nos destacar, também, e continuadamente estes seus sentimentos humanos e solidários, de seu neto Nuno-de-Santa-Maria de Séguier de Albuquerque Calheiros Burguete, casado com D. Mónica Pereira Nina Miguel Calheiros Burguete, filho de Daniel Froes de Albuquerque Calheiros Burguete e de Maria Emília Viegas da Cunha Neves, que por força de testamento, fideicomisso, feito em 1950, passou por morte de sua avó o único e actual proprietário do Palacete do Refúgio e da sua Capela.

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Nuno-de-Santa-Maria tem dois filhos, José-de-Santa-Maria e Alice Miguel Albuquerque Calheiros Burguete.

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In Bairros da Covilhã de António Garcia Borges

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PALACETE DO REFÚGIO
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O Palacete do Refúgio, junto à estrada Nacional nº 18, foi mandado construir por volta dos anos 30 do século XIX, pelo Sr. Comendador José Mendes da Veiga, sendo o maior industrial de lanifícios na região e senhor de uma grande fortuna, e sua esposa Srª D. Maria Cândida Tavares Veiga.

 

Após o falecimento de ambos, e por não existirem filhos, todos os seus bens foram doados em testamento a seu afilhado, o Administrador Sr. Marcelino José Ventura, homem honesto, de inteira confiança e com grandes capacidades para dar continuidade à obra herdada.

 

Após esta herança, o Sr. Marcelino José Ventura granjeou um alto prestígio e tornou-se o maior industrial e comerciante da região. Foi Procurador Geral do Distrito, eleito pela cidade da Covilhã; Presidente da Assembleia Geral da Associação Geral do Banco da Covilhã, tendo exercido, para além destes, muitos outros cargos e funções revelantes para a cidade da Covilhã, recebendo o título de Comendador, forçadamente, que rejeitou várias vezes, devido à sua modéstia.

 

Sucede-lhe Sr. Cândido Augusto Albuquerque Calheiros, nascido em Valezim a 5 de Abril de 1840, que veio para a Covilhã trabalhar nas fábricas Veiga, homem com uma capacidade extraordinária, muito dinamismo que, passado pouco tempo passou a ser administrador das mesmas empresas.

 

Alguns anos depois casa-se com a única sobrinha do Comendador Marcelino Ventura, a Srª D. Ana Cândida, ficando a residir no Palacete.

 

Nos dias 6 e 7 de Setembro de 1891, o Rei Dom Carlos e a Rainha Dona Amélia, deslocaram-se à Covilhã para inaugurar o caminho-de-ferro da Beira-Baixa. Os monarcas, e todos os seus acompanhantes, foram recebidos sumptuosamente no Palacete do Refúgio pelo Sr. Cândido Augusto Albuquerque Calheiros, pelo facto de o Sr. Comendador Marcelino Ventura se encontrar muito doente.

 

O Palacete, foi decorado com todo o requinte, onde era manifesta a riqueza, para assim receber condignamente os Reis de Portugal.

 

Em reconhecimento pela faustosidade da receção, o Rei Dom Carlos concedeu ao aludido Sr. Cândido Augusto Albuquerque Calheiros o título nobiliárquico de “Conde do Refúgio” por duas vidas, que aceitou com muita honra e agrado.

 

Passados sete anos, por Decreto-Lei de 16 de Fevereiro de 1898, Dom Carlos alterou o citado título nobiliárquico de “Conde do Refúgio” para “Conde da Covilhã”, que veio a falecer no Refúgio a 11 de Outubro de 1904 com 64 anos de idade.

 

Sucedeu-lhe, como segundo “Conde da Covilhã” seu filho primogénito, Sr. José Mendes Veiga de Quental Calheiros, que foi casado com Sr. Dª Emília Cândida da Costa Fróis e faleceu em 26 de Abril de 1931.

 

O Palacete, o jardim, a capela e os terrenos em redor passaram a pertencer, por herança, a sua filha legítima, Dona Alice Frões Albuquerque Calheiros Burguete, que veio a falecer no ano de 1955.

 

Em testamento, o Palacete, jardim e capela passou a propriedade do filho mais svelho Dr. Daniel Frões Calheiros Burguete filho primogénito que, há eventualidade de não ter descendente varão, passará para o primogénito do irmão a seguir e assim se sucederá até à quinta geração.

 

In História da Freguesia de São Pedro da Covilhã, de António Garcia Borges

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GRUPO RECREATIVO REFUGIENSE
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O Grupo Recreativo Refugiense foi fundado em 14 de Julho de 1961. Esta associação dedicou-se, ao longo dos anos, ao desporto e à cultura, tendo a sua sede nas antigas escolas do Refúgio.

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No desporto, tem praticado várias modalidades amadoras e na parte da cultura, criou um rancho Folclórico e Etnográfico do Refúgio e ainda um museu etnográfico.

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Nos finais do século XX, após a aquisição da sede, foi feita uma remodelação, ampliação e modernização, sendo inaugurado no dia 6 de Outubro de 2000, pelo Presidente da Câmara Municipal da Covilhã Carlos Pinto e pela Vereadora da Cultura Dr: Maria do Rosário Gomes Figueiredo.

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In Bairros da Covilhã de António Garcia Borges

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