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O TURISMO

A Covilhã é a melhor porta de entrada para o Parque Natural da Serra da Estrela, criado por decreto de Maio de 1976, e que engloba seis municípios e ocupa uma extensão de mais de cem mil hectares. Trata-se de uma região privilegiada de turismo de montanha, especialmente se considerarmos que é o único centro de desporto da neve em Portugal. Mas além da neve, produto turístico circunscrito a escassos meses de Verão, a Covilhã e a Região de turismo da Serra da Estrela, pode oferecer outros produtos turísticos não menos importantes. Entre estes ocupa lugar de relevo o campismo e o montanhismo.

A Covilhã, como cidade da serra, é rica de valores paisagísticos e patrimoniais. Com sua casaria garrida a descer pela encosta, entre duas ribeiras, a paisagem da Covilhã encanta o turista desde o primeiro momento que a visita. Tem miradouros naturais e formosos varandins, que se abrem sobre deslumbrantes panoramas sobre a várzea ou se voltam para as alturas da serra. Embora muito degradado pelo tempo e pela incúria dos homens, pode ainda o turista admirar algo do que resta do património histórico da Covilhã. Nas margens das duas ribeiras vêem-se os edifícios de antigas fábricas, alguns em ruínas, com fieiras de janelas de guilhotina, e velhas e altas chaminés.

Logo à entrada da cidade, lado Sul, destacam-se os novos edifícios da Universidade da Beira Interior, que começou por aproveitar os velhos e extensos blocos que pertenceram à Real Fábrica de Panos.

Devido ao trabalho de arqueólogos e universitários têm-se recuperado máquinas antigas da indústria têxtil, e que constituem parte do projetado Museu Arqueológico Industrial da Covilhã.

Dos miradoiros da cidade, não deve o turista perder o que se lhe oferece no jardim público, junto à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, e no monumento à Imaculada Conceição, no monte de Santo António, lugares sabiamente escolhidos pelos frades franciscanos para a construção dos seus conventos.

O turismo é considerado uma indústria fundamental para o desenvolvimento económico e para a fixação das populações. Depois de muitos anos de marasmo, verifica-se atualmente um surto de progresso no turismo na região. Concernente ao turismo, tem-se em vista, além da colocação das estruturas e dos meios, a qualificação e diversificação das ofertas turísticas. O parque hoteleiro da Covilhã conta com algumas unidades modernas, tanto no núcleo urbano, como nos arredores. O chamado turismo de habitação, ou turismo rural, está sendo incentivado, ocupando já hoje o segundo lugar no âmbito nacional desta oferta. Trata-se, com efeito, de um produto procurado por gente dos grandes aglomerados urbanos, ávidos de ar puro, sossego e convívio com a natureza.

Perto da Covilhã, as termas constituem outra vertente a considerar no turismo da região. São de há muitos conhecidas as Termas de Unhais da Serra, benéficas às doenças reumáticas. As Caldas de Manteigas, as Termas de Envendos, e as Termas de Monfortinho estas últimas perto da raia de Espanha, são recomendadas para as doenças da pele.

A Serra da Estrela é zona de caça e pesca. Nas lagoas e nas albufeiras praticam-se desportos náuticos. Além do sky, já referido, também, se procura incentivar o ténis, o ciclo-pedismo, todo-o-terreno, etc.

Toda a tradição das Beiras, plena de ancestralidade e ruralidade, tem expressão no seu artesanato, folclore, festas e romarias, hospitalidade e bondade das gentes. Além do património histórico do concelho da Covilhã, bem como da riqueza do seu folclore já mencionado, pode o turista, estando na Covilhã, visitar, no perímetro de umas escassas dezenas de quilómetros, aldeias e vilas de grande interesse histórico. Por exemplo, Idanha-a-Velha, com ruínas de uma catedral visigótica, Sortelha com as ruínas do seu castelo e muralhas, Monsanto com seu castelo e aglomerado de casas tipicamente beirãs, Alpedrinha, chamada a Sintra das Beiras, com o seu chafariz D. João V, Linhares com tábuas de Grão Vasco, na sua igreja matriz, Santa Maria de Aguiar, com seu Convento de Cister, do século XIII, etc. Aos amantes do artesanato recomenda-se uma visita a Alcongosta e São Gonçalo, terras de cesteiros, e à Codicor, cooperativa votada à conservação da tradição do fabrico de artigos regionais.

É altamente apreciada a gastronomia covilhanense, com realce para os pastéis de carne, com folhado especial, que crescem e ourejam no molho de açafrão, bem como a típica panela do forno, um arroz de dobrada, lardeado de chouriço, farinheira e pé de porco, preferível em panela de ferro, em forno de lenha. Também o cabrito assado, prato aliás apreciado em todas as zonas montesinhas das Beiras, tem aqui um sabor especial, com recheio de vitela, e travo de zimbro. Mais nos arredores, saboreia-se a panela de feijão com chispe, cozinhada na panela de tripé. Nesta região também são famosos os maranhos e os borrolhões, bem assim a fruta da Cova da Beira, como a grande melancia, a pêra marquesa e a cereja.

Algumas encostas vizinhas da Covilhã produzem vinhos frutados de excelente qualidade, sendo medalhados as colheitas de 1990 e 1994. Quanto a doces, são conhecidos os doces de ovos denominados barrigas de freira e as orelhas-de-abade. Como muito típico e já desaparecido foi o maçapão, que consistia numa grande hóstia, tendo numa das faces uma espécie de rebuçados à base de amêndoa, dispostos em estrela. No tocante a doces de armário, merece destaque o doce de morango, polvilhado de canela ou de noz, ou o doce de abóbora, cortada às tirinhas, delícia dos nossos avós.

Menos de meia hora leva a percorrer-se a distância da Covilhã ao cume da serra, por estrada bem delineada e alcatroada. Na época alta do turismo torna-se insuficiente, sobretudo por falta de parqueamentos e diversificação de percursos. Neste particular, está para breve o troço de estrada que vai ligar a nave de Santo António a Unhais da Serra, facilitando assim nova via para o escoamento do trânsito, e dando a possibilidade ao turista de poder visitar porventura aldeias serranas, como a Bouça e as Cortes, com seu habitat montesinho, de terra de pastores, com suas casas de paredes de pedra bruta. Nas Cortes existe ainda um forno comunitário, chamado de São Jorge, onde se cose uma bem afamada broa de pão de milho.

Da Covilhã para as Penhas da Saúde a estrada segue entre denso pinheiral, até à altitude 1.250 metros. No cume desta montanha, que sobranceia a Covilhã, o pinhal desaparece para dar lugar à vegetação rasteira, como a urze, a carqueijeira e o zimbro, tornando-se a paisagem bravia de mato devastado por grande incêndio, passamos pela chamada floresta, um reduto pitoresco, onde existia antigamente uma curiosa ponte de madeira. Depois há um lugar, com vivendas entre pinheiral, parte da serra, conhecida por Rosa Negra, nome por que se tornou conhecida Roca Abrantes, que ali foi lenda. Assim chamada por usar chapéu preto de grandes abas e com lenço também negro a aconchegar-lhe o colo. Deve ainda o viajante parar na Varanda dos Carqueijais, donde se enxerca um espetacular panorama, desde a casaria da Covilhã, que se lobriga lá em baixo, até aos confins da raia de Espanha. Junto à Varanda dos Carqueijais existe uma excelente pousada, com piscina.

Antes de atingirmos o dito cume, surge-nos o longo edifício do Sanatório dos Ferroviário, obra do arquitecto Cotinelli Telmo, inaugurado em Novembro de 1944 e atualmente transformado em Pousada.

Passada a chamada Pedra do Urso, assim chamada por curiosamente ter a configuração do plantígrado, vemos, alcandoradas nos visos da montanha que agora se nos depara, as primeiras casas das Penhas da Saúde. Trata-se de uma estância de repouso em clima de montanha, à altitude de 1510 metros, aglomerado de casas de duvidoso ordenamento, á volta do longo edifício do Serra da Estrela Hotel. Foi em 1897, após a visita de Sousa Martins, que se construiu o Hotel dos Hermínios, sendo seu proprietário Alfredo César Henriques. Em 1905 estava já na posse de António José Rodrigues, e a sua diária era de 1.500 a 2.000 réis. Nesta data existiam apenas as casas de Victor Sasseti e Tavares Proença, além da casa do Sanatório instalado pelo Dr. Sousa Martins. Por isso, o local era então conhecido por Sanatório, construído aliás onde está hoje o Hotel, em cuja cerca se levantou um obelisco comemorativo.

Ao prosseguirmos na estrada que nos leva, em poucos quilómetros, às alturas dos “Cântaros” e da Torre, observamos à nossa esquerda o Lago Viriato, que atualmente abastece de água a Covilhã. Logo chegamos ao cimo da Nave de Santo António, dominada pelo Poio dos Passarinhos, e pela vertente dos Piornos, em cujas postada de neve se praticava o Sky, postergadas depois pelas da Torre, melhores e também acessíveis pela nova estrada.

Na Serra da Estrela chama-se nave a uma chã atapetada de uma relva espessa e alta, que se denomina cervoeiro, e em botânica nardus stricta. Quando mais pequenas as naves tomam o nome de covões. São lugares amenos, onde corre um riacho ou nasce uma fonte, e onde os campistas se comprazem de armar as suas tendas.

Nesta serra, a maior das naves é a de Santo António, vasto relvão, entre florestas de penedos, um dos quais faz lembrar um ciclope, a que chama Poio do Judeu, e que por ali ficou, desde tempos imemoriais, a desafiar ventos e tempestades. Pode dizer-se que, a partir dos 1560 ou 1750 (Nave de Santo António), a Serra da Estrela toma uma feição característica, com grandes blocos de granito, por vezes com formas bizarras, espetaculares, como sucede nos chamados Poios Brancos, Queijeiras e Varanda dos Piornos. Tal deve-se à desagregação provocada pelo degelo dos glaciares em evolução ativa na já referida Era Quaternária. É a Nave de Santo António limitada ao Norte pela vertente que desce sobre o vale do Zêzere, por onde segue a estrada para Manteigas e ao Sul por outra vertente, não menos abrupta, sobre o Vale de Unhais. E na nossa frente, a todo Âmbito da paisagem, erguem-se para as alturas as escarpas graníticas, escuras, fantásticas, dos Cântaros. Estes são exemplo da resistência à erosão e desagregação dos citados glaciares. Nesta grande nave terá existido uma ermida, denominada de Santo António da Argenteira, e onde os pastores celebravam todos os anos uma festa no dia 15 de Agosto, dia da Padroeira. Alguém disse dos Cântaros: “Temos andando por muitas serranias da Europa e da Ásia, percorremos a Cordilheira doa Andes, observámos o Himalaia, mas não vimos montanhas que se parecessem com os Cântaros. Estes não se descrevem. É preciso vê-los de perto para se sentir o assombroso terror que respiram”.

No íngreme carrascal, por onde antigamente subia a vereda que nos levava ao Covão do Boi, que fica por detrás do Cântaro Raso, estava antigamente a Pedra dos Abraços, assim chamada por o excursionista ter de a ela se abraçar, única forma de evitar despenhar-se no precipício. Mas presentemente uma boa estrada leva-nos ao Covão do Boi, que José Leite de Vasconcelos comparou, com visos de poesia, a um templo egípcio, talvez pela configuração estranha dos penedos que o guarnecem, lembrando obeliscos e sarcófagos. Na escarpa granítica, que o limita a Poente, esculpiu o artista António Duarte a imagem de Nossa Senhora da Estrela, ou dos Pastores, de sete metros de altura, e solenemente inaugurada pelo Bispo da Guarda, no dia 4 de Agosto de 1946.

A seguir ao Covão do Boi encontramos um reduto pitoresco, onde vemos grandes penedos circulares e sobrepostos à maneira de queijos, vindo daí o nome ao lugar de Queijeiras. Depois passamos pela chamada Rua dos Mercadores, por ali os fraguedos tomarem a forma de grandes balcões de venda. O Cântaro Magro, altíssimo morro, cheio de espigões graníticos, avulta então perante os nossos olhos extasiados. Pode observar-se de um miradouro junto à estrada, e subir-se ao seu cume através de umas escadas mais ou menos improvisadas. Quanto de mais grandioso se pode imaginar em espetáculos da natureza está aqui. Cava-se o abismo sobre o vale do Zêzere, e as montanhas ao de redor ondulam em perspetivas de luz e sombra, e alteiam-se como titãs a disputarem primazia às alturas do Olimpo. À raiz do Cântaro Magro abre-se um despenhadeiro a que os pastores dão o nome de Rua do Inferno, que dali corta abaixo por alcantis e barrocais, e onde se presume, em fios de água, provenientes do degelo, que nasce o rio Zêzere. O vale deste rio abre-se então e alonga-se entre duas enormes montanhas até à vila de Manteigas.

Chegamos, enfim, ao ponto mais alto de Portugal, o planalto da Torre assim chamada por uma torre, com a altura de nove metros para completar os dois mil de altitude, torre mandada construir pelo príncipe regente D. João, no ano de 1802. Neste mesmo lugar, vemos hoje as cúpulas das edificações militares, em parte subterrâneas, que os americanos ali construíram em tempo de guerra fria e já hoje desativadas. Está projetado um plano para adaptar estas instalações a pousada turística e base para o desporto da neve, para o qual o planalto da Torre dispõe de excelentes pistas.

Perto da Torre, há que visitar o lugar chamado Fonte dos Perus, Fraga do Rodeio Grande e o Planalto da Expedição, onde acamparam os componentes da citada Expedição Científica de 1881. Das Penhas do Gato, observa-se, ao fundo de um largo e silencioso vale, como adormecida, a vila de Loriga. E, passada a cumeada do Rodeio Grande, chega-se à Lagoa Escura e à Comprida, cuja paisagem está hoje completamente alterada pela construção de uma grande barragem.

O Mondego, qua é o maior rio que nasce em Portugal, o mais romântico e decantado dos poetas, nasce no Covão do Bicho, mas quem segue pela estrada da Beira encontra uma fonte a que dão o nome de Mondeguinho, de cuja bica brota, dizem, o fio de água que há-de ir regar os formosos campos da “linda Inês” e desaguar na belíssima praia da Figueira da Foz. O rio Alva nasce também nesta serra e são lindas de ver-se as suas quedas de água. O Zêzere que, como vimos, nasce na raiz do Cântaro Magro, segue ao longo do extenso vale, que tem o seu nome, servindo-lhe de mirante e adorno a vila de Manteigas. Depois, o seu curso inflecte, já com apreciável caudal, para a região de Belmonte, vindo a passar em frente e ao largo da Covilhã, placidamente, nos plainos verdes da Cova da Beira, como desafogado de suas correrias em que veio pelos vales alcantilados da serra. Logo, seguindo por terras de Pedrógão e da Sertã, com a barragem de Castelo de Bode, vai enfim desaguar no Tejo, em Constância.

“Nasceu naquela serra, que chamada

Hermínia foi, hoje se chama d’Estrela

Dita assim de uma ponta retalhada

Que a Natureza fez de feição dela.

Tão eminente e sempre tão nevada,

Que a luz solar reverberada nela

Faz parecer a quem mais se avizinha

Caudal cometa que ao Zénite caminho!”

                                                                                                                 Brás Garcia de Mascarenhas

 

Foram o Mondego, o Zêzere e o Alva, filhos da mesma mãe, a Estrela. Um dia, combinaram todos adormecer, e o primeiro que acordasse escolheria o melhor caminho. O Mondego foi o primeiro e por isso foi longe e onde quis, até à Figueira da Foz. A seguir acordou o Zêzere que, depois de muitas voltas dar, foi ter com o Tejo a Constância. O último foi o Alva, que se insinua e se espreguiça por montes e vales. Assim conta a lenda dos três rios.

Demais, se a Serra da Estrela é bela no Inverno com as suas neves, não é menos formosa na Primavera, quando as giestas amarelecem a espalda dos montes. E no Verão o sol resplandece e bronzeia o rosto dos turistas, enlevados no ar puro e no silêncio das serras, apenas entrecortado pelo tilintar espaçado e distante dos rebanhos, pastoreados por homens pacíficos como suas ovelhas, na companhia do seu cão Serra da Estrela, de orelha repuxada e focinho farrusco. E ainda no tempo, mais calmoso de Agosto, corre a brisa fresca sobre as ervas das neves e na sombra das enormes penedias. O rio do tempo parece ali parar. Disse o profeta David que o Verbo de Deus desceu sobre a Terra, mansamente, como o orvalho sobre o velo do cordeiro. E podem os homens calar-se que aqui a Natureza e as próprias pedras hão-de cantar o grande hino do Criador!

TURISMO CULTURAL

 

 

Rota da Lã

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desde há 800 anos que na Serra da Estrela são fabricados fios de lã e tecidos. Primeiro como manufactura, depois como indústria, os lanifícios deixaram um enorme legado de arqueologia industrial principalmente na Covilhã e também em Seia, Gouveia e Manteigas.

 

O Museu Têxtil da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, é um expositor único de uma actividade que hoje existe com base em tecnologia avançada e que produz para marcas como Christian Dior, Yves St. Laurent, Hugo Boss, Calvin Klein e Giorgio Armani.

 

 

Rota dos 20 Castelos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reviva a História de Portugal participando numa Rota única onde se desenharam as origens do País.

 

À volta da maior montanha portuguesa, a Serra da Estrela, encontrará muitas das nossas raízes. A Rota dos 20 Castelos fá-lo-á regressar ao início da nacionalidade, ao tempo da definição das mais antigas fronteiras europeias, à época das lutas pela construção de um País e de um Povo. Tenha um bom passeio.

 

 

Rota das Aldeias Históricas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No meio de uma diversidade raríssima, aparecem 9 das 10 Aldeias Históricas Portuguesas. Jóias arquitectónicas de granito, Linhares, Marialva, Sortelha, Castelo Rodrigo, Castelo Mendo, Almeida, Castelo Novo, Idanha-a-Velha e Monsanto são a história viva do país. Igualmente o são os castelos da antiga linha de fronteira Sabugal, Belmonte, Guarda, Trancoso, Celorico da Beira,(entre outros).

 

 

Rota dos Descobridores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

«Nesse mesmo dia (22 de Abril), houvemos visto terra!. A saber, primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e outras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã com grandes arvoredos; ao qual monte alto o capitão ( Cabral ) pôs o nome de o Monte de Pascoal e à terra A terra de Vera Cruz!»
in «A Carta de Pero Vaz de Caminha»

 

 

Rota das Judiarias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta é a história daqueles que são os últimos judeus secretos sefarditas. Até ao século XX o mundo desconhecia a existência, no interior de Portugal, da última comunidade Cripto-Judaica da Península Ibérica e porventura da Europa Junto à Serra da Estrela, montanha mais alta de Portugal (2.000 m), fica Belmonte, memória humana viva do riquíssimo e antigo Portugal Judaico. Aí ficam também as terras que como Covilhã, Guarda, Trancoso, Fundão e outras são a referência das antigas comunidades sefarditas portuguesas....

 

 

Rota dos Vales Glaciários

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os Vales Glaciários do Zêzere, de Alforfa, de Loriga, do Covão Grande e do Covão do Urso foram originados há 20.000 anos, quando a placa de gelo que cobria o planalto onde hoje se situa a Torre se foi danificando com o aumento das temperaturas atmosféricas.

 

As placas de gelo que derreteram deslizaram para altitudes mais baixas, arrastando blocos graníticos e formando vales à sua passagem. Os vestígios desta obra natural, grandiosos vales em U com rochas polidas, blocos erráticos e depósitos de moreias, permanecem intocados há milhares de anos. Deixe-se deslumbrar por estas excecionais maravilhas da natureza e percorra a Rota dos Glaciares, trilhando os mesmos caminhos que o gelo percorreu.

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